Por: Monoel Gomes
A MODELAGEM CONSTITUI UM RUMO SIGNIFICATIVO PARA O DESENVOLVIMENTO DE ENUNCIADOS E TEORIAS A RESPEITO DOS SISTEMAS AMBIENTAIS.
(HÍDRIA)- A modelagem ajuda a identificar lacunas e buscar relações incógntas, procura esclarecê-las por meio de tentativas diversas, e pode levar ao conhecimento mais adequado entre relações e auxiliar o delineamento de pesquisas futuras de campo.
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As funções da modelagem ambiental. |
Psicológica
Possibilita que determinada categoria de fenômenos seja visualizada e compreendida, pois de outra forma não se poderia salientar a sua complexidade e magnitude.
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Os modelos e a função psicológica. |
Comunicativa
No sentido de que o modelo proporciona arcabouço dentro do qual as informações podem ser definidas, ordenadas e relacionadas. Dessa maneira, constituem estruturas utilizadas para que os cientistas possam comunicar suas idéias e concepções.
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Os modelos e a função comunicativa. |
Promissora
Os modelos não são apenas estruturas organizadas com respeito aos elementos e dados, mas possuem também um sentido gerador e fértil para novos enunciados e percepção de relações, tornando-se instrumentos promissores para se extrair dos dados o máximo de informações.
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Os modelos e a função promissora. |
Logicidade
Os modelos possuem a função lógica, ajudando a explicar como acontece e se encadeia determinado fenômeno.
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Os modelos e a função lógica. |
Normativa
Deve possibilitar formular representações que permitam a comparação de uma categoria de fenômenos com outras.
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Os modelos e a função normativa. |
Adequação
Como a construção de modelos insere-se no contexto dos procedimentos metodológicos, possibilitando o enunciado e a verificação de hipóteses e levando à validação e refutação de leis e teorias, eles devem apresentar adequabilidade à análise pretendida. Assim, os modelos não podem ser avaliados como sendo verdadeiros ou falsos, mas como sendo apropriados, corretos, ajustados, etc.
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Os modelos e a adequação. |
Previsibilidade
Em muitos casos, os modelos são construídos para fornecer previsões específicas como base para tomadas-de-decisão.
Por exemplo, para prever fluxos fluviais em respostas às precipitações, como sendo uma base para o manejo da água a ser liberada nos reservatórios e propiciar sinais de advertência sobre cheias; também obter e divulgar alertas para possíveis ressacas e ondas excepcionais, marés elevadas, deslizamentos e necessidades de irrigação.
No setor das pesquisas, os modelos são sempre usados para propiciar uma previsão, a qual então será comparada com a realização do fenômeno em outro local ou em outra época. Esse preocedimento permite a checagem independente do modelo, antes que o mesmo venha a ser adorado.
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Os modelos e as previsões. |
Simulação de cenários
Uma função dos modelos é servir como instrumentos para o planejamento. Envolve realizar previsões, considerando as implicações de planos alternativos sem os custo de colocá-los em prática.
A simulação pode ser feita desde uma simples projeção ou tendência para sistemas complexos em sua distribuição espacial. Se as previsões forem corretas, podem-se tomar decisões e fazer escolhas entre cenários simulados pela modelagem.
No contexto de “o que será se ... ?”, um modelo adequado não necessita fornecer apenas informações detalhadas mas também dever ser apto para compatibilizar gama flexível de opções possíveis.
Por exemplo, atualmente as mudanças climáticas representam tema envolvendo pesquisadores em quase todo o mundo, e a modelagem é utilizada para previsões nas mudanças que ocorrerão nas variáveis e nas condições climáticas em diversas regiões. Tais informações podem servir como guias para se hipotetizar e construir modelos simulando: conseqüências na oscilação do nível marinho; ocupação das regiões litorâneas; atividades agrícolas; deslocamentos populacionais; redes de transporte; e áreas de lazer, etc.
De modo semelhante a simulação de cenários é isntrumento fundamental nos estudos sobre impactos ambientais, a fim de avaliar as repercussões em face das possíveis alternativas na implantação de projetos.
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Os modelos e as previsões para diversos cenários ambientais. |
Relacionar as mensurações dos processos a curto prazo com a evolução das formas a longo prazo
Não há maneira de medir diretamente processos e mudanças a longo prazo, de modo que os modelos se tornam necessários para extrapolar as informações a curto prazo para outras escalas temporais.
A eficácia encontra-se condicionada pela frequência e magnitude dos eventos e pelas modificações nos controles ambientais, assim como pela ação antrópica, de modo que os processos possuem respostas diferenciadas em suas intensidades. Por outro lado, há um condicionamento retro-alimentativo entre processos e formas.
Por exemplo, exemplo: o transporte de sedimentos nas vertentes é muito dependente da declividade e do comprimento da vertente, e à medida que ocorre a erosão, as taxas de transporte de sedimentos modificam-se em resposta à topografia que se altera, de modo que as taxas de erosão média a longo prazo são geralmente diferentes daquelas medidas a curto prazo. A modelagem evolutiva das vertentes deve considerar tanto as mudanças climáticas como as topográficas, assim como as modificações nos controles ambientais (vegetação, solos, escoamento das águas, etc).
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Simulações para longos prazos. |
Condensação temporo-espacial
A necessidade de relacionar mensurações a curto prazo com a evolução das formas a longo prazo é justamente um exemplo mostrando que os modelos têm a função de condensar ou comprimir as escalas temporais e espaciais.
Essa questão é um problema comum nos modelos concretos, onde os custos operacionais e a grandeza dos laboratórios geralmente demandam operacionalização em modelos em escalas reduzidas. Também se torna desejável aumentar a velocidade dos processos a fim de se obter resultados em tempo razoável.
De modo semelhante, nos modelos computacionais as dimensões espaciais são geralmente compostas por uam grade de pontos nos quais as propriedades encontram-se definidas, tais como altitude, declividade, temperaturas, precipitações, etc. A área máxima que pode modelizada é igual ao número de pontos da grade multiplicada pela área unitária que cada ponto representa.
A dimensão espacial representada por um modelo computacional encontra-se relacionada com a disponibilidade do computador rodar os programas, inserindo e absorvendo as modificações que vão ocorrendo ao longo da seqüência. A grandeza representada pelos pontos liga-se com a escala espacial do fenômeno a ser modelizado.
Por exemplo, ao analisar toda a superfície terrestre os modelos climáticos da Circulação Atmosférica Geral, usados para simular e prever as condições de tempo em escala mundial, possuem referenciais de celular quadradas de 100 x 100 km.
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Modelos numéricos e grades celulares. |
Desenvolve “explicações” aplicáveis a todas as escalas
Uma função inerente consiste em propiciar melhoria na compreensão do sistema que o modelo tenta descrever
Por exemplo, numa avaliação e manejo ambiental, o modelo atua como sendo um experimento mental, encadeando-se ao longo de um conjunto de pressuposições, e os seus resultados podem ser comparados com a experiência.
A modelagem favorece identificar as lacunas e precisar as relações incógnitas. Procurando esclarecê-las, por meio de tentativas diversas, a modelagem pode levar ao conhecimento mais adequado das referidas relações e auxiliar para o delineamento de pesquisas futuras de campo em torno de temáticas potencialmente frutosas.
Essa função potencial dos modelos constitui um rumo significativo para o desenvolvimento de enunciados e teorias a respeito dos sistemas ambientais.
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Reflexão! Talvez em nosso país não estejam aplicando, ou por falta de profissionais, investimentos etc.seria um alerta para governaças,/população ex: Rio Grande do Sul e tantos outros acontecimentos
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