domingo, junho 23, 2024

As características dos modelos

 Por: Manoel Gomes

UM MODELO NÃO É O MUNDO REAL, PORTANTO, É UMA ANALOGIA QUE DEVE SER PRECISA O SUFICIENTE  PARA REPRESENTAR A REALIDADE COM BASE NOS SEUS RESULTADOS.

Os modelos e suas caracterísitcas.

(HÍDRIA)- A CONSTRUÇÃO de modelos deve considerar características e funções, que possibiliem identificar e avaliar a qualidade dos modelos oferecidos, que devem atender exigêncas específicas e aplicadas com cuidado para atender ao seu objetivo.

Os critérios para orientar a escolha de um modelo baseiam-se em atributos de qualidade e adequação de modelos, são eles:

  • Analógicos: Os modelos são analogias, porque são diferentes do mundo real e mostram uma maneira aproximada de se compreendê-lo.

  • Precisão: Um modelo deve representar a realidade de forma suficientemente próxima para permitir a tomada de decisão com base em seus resultados.

Os principais métodos de validação de modelos são:

  • Subjetivos, em que a precisão é avaliada diretamente pela comparação dos resultados do modelo com dados reais; 

  • Objetivos, em que se procura minimizar (ou maximizar) uma função critério que mede os desvios do modelo em relação aos dados observados; e, 

  • Uma mistura dos métodos anteriores.

Seletividade

A característica fundamental dos modelos é que sua construção implica numa atitude altamente seletiva quanto às informações, na qual os ruídos e os sinais menos importantes são eliminados para permitir que se veja algo do âmago das coisas.

Para essa seletividade, a fim de eliminar os detalhes acidentais, surge como fundamental o contexto da:

  • Relevância significativa das variáveis discernidas; e,

  • Ordenação da prioridade em função dos valores concebidos para integrá-las.
A modelagem e a seletividade.

Simplicidade

Modelos simples são mais facilmente compreendidos e aceitos, consideramos que a simplicidade significa um número reduzido de parâmetros e variáveis, além de uma estrutura que representa somente a essência do sistema.

Número elevado de parâmetros causam inúmeras dificuldades para calibração, validação e análise de sensibilidade.

A modelagem e a simplicidade.

Robustez

É a capacidade do modelo de representar bem a realidade com o menor número possível de parâmetros. Um modelo é robusto quando a adição de novos parâmetros não causa melhoria significativa de resultados.

É uma característica decorrente do balanceamento adequado dos atributos acima, é desejável porque os modelos devem apresentar bem a realidade quando os dados de entrada forem diferentes dos dados utilizados para a calibração.

A modelagem e a robustez.

Replicabilidade

É pré-requisito nas ciências empíricas. Isso significa que o modelo não se apresenta apenas como descritivo de uma caso, mas possibilita que seja usado para outros casos da mesma categoria.

A modelagem ambiental e a replicabilidade.

Transparência

Mesmo que o modelo obedeça aos critérios “técnicos” acima é essencial que o usuário possa testar o modelo e fazer experiências diversas. É dessa forma que ganha a confiança do usuário. 

A interação modelo-usuário é feita mais comumente pela alteração de dados de entrada e parâmetros, mas deve ficar aberta a possibilidade de introduzir alterações no próprio modelo.

A experiência tem mostrado que mesmo quando não são apropriados para o caso em estudo, podem ser úteis se forem transparentes, chega-se a uma melhor compreensão do sistema, e por esta via, à proposição de modelos mais adequados.

A possibilidade de atuar sobre o modelo cria, também, uma disposição psicológica positiva no usuário, pois ele sente que é parte essencial do processo decisório e que seu papel não está usurpado pelo computador ou pelo analista.

A transparência na modelagem.

Adequação

Transparência será uma qualidade pouco útil se o modelo não dispuser de formas de interação com o usuário que não sejam claras, simples e inequívocas.

Embora não aparente esta qualidade é geralmente muito difícil de ser atingida porque depende do tipo de usuário, de sua formação, experiência, conhecimento do problema específico, etc. Na maioria das vezes a interface deve esclarecer e orientar, sem ambiguidades, sobre a escolha dos parâmetros, bem como o significado dos resultados.

A modelagem e adequação.

Estruturação

A estruturação salienta que os aspectos selecionados da realidade são explorados em termos de suas conexões.

Há um padrão integrativo entre componentes diferenciados, considerando as suas características morfológicas e funcionais. Nesse sentido, o modelo procura representar as relações propiciadas na dinâmica dos processos, ou na correlação das variáveis.

Modelos e a estruturação.

Enunciativo

O delineamento da estrutura mostra a existência de determinado padrão, na qual os fenômenos são considerados em termos de relação sistêmica.

Esse quadro reveste-se do significado enunciativo (ou potencia de sugestões), pois os modelos bem sucedidos contêm sugestões para sua ampliação e generalização. Dois aspectos são inerentes:

  • a estruturação integrativa do modelo pode enunciar (ou sugerir) que as implicações do conjunto são maiores do que possivelmente supostas pelas suas partes individuais;

  • há o potencial enunciativo para previsões sobre aspectos no mundo real, ganhando desse modo o caráter especulativo. 

Descreve-se como modelo promissor “aquele que oferece implicações suficientemente ricas para sugerir novas hipóteses e especulações no campo principal da investigação”.

Modelos e a enunciação.

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