Por: Manoel Gomes
UM MODELO NÃO É O MUNDO REAL, PORTANTO, É UMA ANALOGIA QUE DEVE SER PRECISA O SUFICIENTE PARA REPRESENTAR A REALIDADE COM BASE NOS SEUS RESULTADOS.
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| Os modelos e suas caracterísitcas. |
(HÍDRIA)- A CONSTRUÇÃO de modelos deve considerar características e funções, que possibiliem identificar e avaliar a qualidade dos modelos oferecidos, que devem atender exigêncas específicas e aplicadas com cuidado para atender ao seu objetivo.
Os critérios para orientar a escolha de um modelo baseiam-se em atributos de qualidade e adequação de modelos, são eles:
- Analógicos: Os modelos são analogias, porque são diferentes do mundo real e mostram uma maneira aproximada de se compreendê-lo.
- Precisão: Um modelo deve representar a realidade de forma suficientemente próxima para permitir a tomada de decisão com base em seus resultados.
Os principais métodos de validação de modelos são:
- Subjetivos, em que a precisão é avaliada diretamente pela comparação dos resultados do modelo com dados reais;
- Objetivos, em que se procura minimizar (ou maximizar) uma função critério que mede os desvios do modelo em relação aos dados observados; e,
- Uma mistura dos métodos anteriores.
Seletividade
A característica fundamental dos modelos é que sua construção implica numa atitude altamente seletiva quanto às informações, na qual os ruídos e os sinais menos importantes são eliminados para permitir que se veja algo do âmago das coisas.
Para essa seletividade, a fim de eliminar os detalhes acidentais, surge como fundamental o contexto da:
- Relevância significativa das variáveis discernidas; e,
- Ordenação da prioridade em função dos valores concebidos para integrá-las.
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| A modelagem e a seletividade. |
Simplicidade
Modelos simples são mais facilmente compreendidos e aceitos, consideramos que a simplicidade significa um número reduzido de parâmetros e variáveis, além de uma estrutura que representa somente a essência do sistema.
Número elevado de parâmetros causam inúmeras dificuldades para calibração, validação e análise de sensibilidade.
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A modelagem e a simplicidade. |
Robustez
É a capacidade do modelo de representar bem a realidade com o menor número possível de parâmetros. Um modelo é robusto quando a adição de novos parâmetros não causa melhoria significativa de resultados.
É uma característica decorrente do balanceamento adequado dos atributos acima, é desejável porque os modelos devem apresentar bem a realidade quando os dados de entrada forem diferentes dos dados utilizados para a calibração.
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| A modelagem e a robustez. |
Replicabilidade
É pré-requisito nas ciências empíricas. Isso significa que o modelo não se apresenta apenas como descritivo de uma caso, mas possibilita que seja usado para outros casos da mesma categoria.
Mesmo que o modelo obedeça aos critérios “técnicos” acima é essencial que o usuário possa testar o modelo e fazer experiências diversas. É dessa forma que ganha a confiança do usuário.
A interação modelo-usuário é feita mais comumente pela alteração de dados de entrada e parâmetros, mas deve ficar aberta a possibilidade de introduzir alterações no próprio modelo.
A experiência tem mostrado que mesmo quando não são apropriados para o caso em estudo, podem ser úteis se forem transparentes, chega-se a uma melhor compreensão do sistema, e por esta via, à proposição de modelos mais adequados.
A possibilidade de atuar sobre o modelo cria, também, uma disposição psicológica positiva no usuário, pois ele sente que é parte essencial do processo decisório e que seu papel não está usurpado pelo computador ou pelo analista.
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| A transparência na modelagem. |
Adequação
Transparência será uma qualidade pouco útil se o modelo não dispuser de formas de interação com o usuário que não sejam claras, simples e inequívocas.
Embora não aparente esta qualidade é geralmente muito difícil de ser atingida porque depende do tipo de usuário, de sua formação, experiência, conhecimento do problema específico, etc. Na maioria das vezes a interface deve esclarecer e orientar, sem ambiguidades, sobre a escolha dos parâmetros, bem como o significado dos resultados.
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| A modelagem e adequação. |
Estruturação
A estruturação salienta que os aspectos selecionados da realidade são explorados em termos de suas conexões.
Há um padrão integrativo entre componentes diferenciados, considerando as suas características morfológicas e funcionais. Nesse sentido, o modelo procura representar as relações propiciadas na dinâmica dos processos, ou na correlação das variáveis.
O delineamento da estrutura mostra a existência de determinado padrão, na qual os fenômenos são considerados em termos de relação sistêmica.
Esse quadro reveste-se do significado enunciativo (ou potencia de sugestões), pois os modelos bem sucedidos contêm sugestões para sua ampliação e generalização. Dois aspectos são inerentes:
- a estruturação integrativa do modelo pode enunciar (ou sugerir) que as implicações do conjunto são maiores do que possivelmente supostas pelas suas partes individuais;
- há o potencial enunciativo para previsões sobre aspectos no mundo real, ganhando desse modo o caráter especulativo.
Descreve-se como modelo promissor “aquele que oferece implicações suficientemente ricas para sugerir novas hipóteses e especulações no campo principal da investigação”.
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| Modelos e a enunciação. |









Bem específico....
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