Por: Manoel Gomes
UMA BREVE LEMBRANÇA SOBRE PROCESSOS DE ATENUAÇÃO NATURAL EM PERFIS NÃO SATURADOS E SATURADOS (Parte 01).
Vamos falar um pouco sobre o comportamento de contaminantes em subsuperfície, e a idéia deste texto, também é relembrar uma publicação que estava perdida na minha estante, e creio eu, muitos que começaram na área de hidrogeologia voltada a coontaminação das águas subterrâneas usaram na década de 90. Quem não se lembra do Boletim n° 10 do Instituto Geológico: Determinação de riscos de contaminação das águas subterrâneas: Uma metodologia embasada em dados existtentes (Figura 01).
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| Figura 01- Capa do Boletim 10 do Instituto Geológico. |
(HÍDRIA)- Vou reviver um pouco sobre O Comportamento de Constituintes das Águas em Subsuperfície, que inícia o Capítulo 1: O RISCO DE CONTAMINAÇÃO DAS ÁGUAS SUBTERRÂNEAS. O Boletim é estruturado em itens e cada parágrafo é um subítem com conceitos preciosos sobre o comportamento de contaminantes.
Sabemos que os perfis de solos atenuam um grande número de contaminantes da água, e foi prática comum durante muitos anos, considerar esees sistemas como efetivos para a degradação de substâncias contaminante (Figura 02); no entanto, também sabemos que o solo possui capacidade de atenuação, porém não totalmente.
Uma vez lançado ao solo, na zona não saturada, a atenuação continuará mesmo em menor grau em maiores profundidades, e ao atingir a água subterrânea haverá diluição devido ao fluxo subterrâneo (Figura 02). Tal diluição poderá aindas ser maior se houver fluxos induzidos por poços em regime de bombeamento.
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| Figura 02- Resumo dos processos de atenuação de contaminantes nas águas subterrâneas (FOSTER & HIRATA, 1993). |
Entretanto temos de ter em mente que, os perfis de solos e os condicionantes hidrogeológicos não possuem o mesmo comportamento na atenuação do contaminantes. A atenuação variará amplamente, segundo o tipo o tipo de contaminante, e os processos num dado ambiente.
Veja que o entendimento desses processos de atenuação e a avaliação correta dessas moficicações são fundamentais para a determinação do risco das águas subterrâneas. Repare que a atividade humana em superfície pode alterar e induzir novos mecanismos de recarga num aquífero, modificando a taxa, frequência, e a qualidade da recarga de águas subterrâneas.
Em muitos casos, o fluxo das águas subterrâneas e o transporte de contaminantes da superfície até o nível freático tendem a ser um processo lento em muitos aquíferos (Figura 03), talvez anos ou décadas, até que um evento contaminador com produtos persistentes e móveis atinja um poço em exploração. É importante notar que a procupação aumenta quando se trata de aquíferos não confinados, especialmente onde os níveis freáticos são pouco profundos. Também significativa a preocupação em aquíferos semi confinados com camadas confinantes delgadas e permeáveis.
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| Figura 03- Regimes ilustrativos dos fluos hipotéticos de águas subterrâneas (FOSTER & HIRATA, 1993). |
É necessário analisar criticamente as recomendações legais para a qualidade de água potável e suas relações específicas com a contaaminação das águas subterrâneas (Figura 04). É importante mencionar que em termos gerais, existe a possibilidade de auto eliminação de contaminantes durante o transporte em subsuperfície, como resultado da degradação e/ou reações químicas.
Os processos de retardação do contaminante devido a fenômenos de sorção, são igualmente importantes (Figura 04). Mesmo que tais fenômenos não conduzam a uma eliminação das substâncias, incrementam o período de permanência, permitindo que os processos de eliminação atuem mais efetivamente.
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| Figura 04- Recomendações para a qualidade de água potável e comportamento de contaminantes no solo (FOSTER & HIRATA, 1993). |
Fonte- Determinação do risco de contaminação das águas subterrâneas: Um método baseado em dados existentes / Stephen Foster, Ricardo Hirata; tradução de Ricardo Hirata, Sueli Yoshinaga, Seiju Hassuda, Mara Iritani. São Paulo: Instituto Geológico, 1993. p. il., 23cm. (Boletim, 10).




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